sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Meu brother Léo


Quem me conhece sabe que gravar esse cd era uma obsessão pra mim. Foram anos e anos, idas e vindas tentando viabilizar esse sonho, e graças a algumas pessoas incríveis que conheci no caminho esse projeto acabou virando realidade.

Desde os primórdios, depois de gravar com uma banda - não que tenha ficado ruim, muito pelo contrário, mas aquilo não refletia quem eu era - e perceber que um disco solo seria a única coisa que me realizaria, sempre pensei no Léo pra co-produzir isso comigo. Foi com ele que, ambos com 19 anos, tive minhas primeiras (e possivelmente únicas) aulas formais de guitarra. Na época meu gol era me mudar pra Londres e montar uma banda... Hahahahaha! Nos tornamos grandes amigos desde então, e durante todos esses anos vi o Léo Pulga se transformando de um grande guitarrista em Léo Meira, um dos músicos mais respeitados e competentes que conheço.

Além de ser um guitarrista fenomenal, daqueles que te dão vergonha de pegar na guitarra depois de ve-lo tocar, o Léo tem uma alma musical inspiradora, uma visão apaixonada do ganha-pão dele e um caratér ímpar.

Tenho muito orgulho de ser amigo desse cara, e queria usar isso aqui pra agradece-lo publicamente pelo trabalho soberbo e pela amizade incondicional de tantos anos.

Muito sucesso irmão! Que esse cd gere muitos outros filhotes e que essa parceria dure muitos outros discos:)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lista final das músicas e detalhes


Depois de muitas idas e vindas, dúvidas e certezas (duvidosas) acabei por bater o martelo e defini a ordem das músicas. Tentei criar uma sequência sólida, que não deixasse o clima cair e ao mesmo tempo não isolasse vertentes, deixando o album homogêneo e agradável de se ouvir. Aqui vai a lista, com algumas curiosidades sobre cada música:

1. Billy Nelson

Resolvi abrir com essa porque, apesar dos acordes simples, ela acabou ficando com uma levada malemolente, meio jazzy, com uns riffs de guitarra gostosos e knopflerianos. A princípio ela seria mais rock, mas terminou sendo a que teve os arranjos mais influenciados pelos outros músicos. Como disse o Gledson, 'deixa a pegada Norah Jones!'.

2. É de Longe Que se Vê

Essa quase me levou ao desespero. Queria que ela fosse a mais retona e rock'n roll do cd, mas ela teimava em ficar frouxa. Na noite anterior a última sessão de guitarras tive um estalo e liguei pro Harley, amigão meu e dono de algumas jóias que usei na gravação, pedindo o slide dele emprestado. Abrimos mais dois canais pra uns power-chords de Les Paul e outro pra umas frases de slide criados NA HORA pra intro e... póin! A música brotou!

3. Açucar e Sal

Beatleniana, essa é a música que mais me orgulha. Deus sabe de onde tirei essa combinação louca de notas da introdução. Tudo pareceu entrar na minha cabeça e sair pelos dedos direto pro papel. E quando eu tinha a música e a letra prontas me veio o arranjo de sopetão, de uma só vez. É uma música mediúnica! Influenciada pelos Beatles, tinha que ter um sopro. Eu tinha na cabeça aquelas frases, o timbre, tudo, mas nem sabia que instrumento era aquele. Quando expus as idéias pro Léo ele matou a charada na hora: era uma trompa.

4. Tão Mais Fácil

Eu tinha uma melodia linda mas não achava nada que encaixasse nela. Um belo dia deu na cabeça de ver se a letra de uma música velha minha cabia metricamente nessa harmonia e... voi la!!! Nunca imaginei colocar um solo de guitarra nela, mas quando colocamos o piano, as cordas e os orgãos a música implorou por isso. Primeiro gravei com uma Strato, mas não fiquei satisfeito com o resultado. No dia seguinte pluguei a Les Paul no Fender Deluxe passando pelo TS9 e o timbre surgiu. É o solo mais bonito que já gravei na vida.

5. Faz Tempo

Cópia barata e sem vergonha de Every Breath You Take, do Police:D Brincadeira... Tem uns acordes que nem sabia que conhecia e que nem sei os nomes.

6. Guerra Fria

O que o Mark Knopfler diria se ouvisse essa? 'You bloody lick stealer! Get your own brand, will you?!'. Modéstia a parte eu sei como imitar o tiozão direitinho:)

7. Dez Ondas

Uma das primeiras coisas que escrevi na vida, lá por 1999/2000. Sempre sonhei em gravar essa canção mas ela nunca foi compatível com nenhuma banda que participei. Ficou linda e deu a deixa pra próxima.

8. O Tempo e o Vento

Essa música é um dos meus xodós. Briguei pra gravá-la com minha ex-banda e deixá-la como eu queria. Foi um tal de faz isso, faz aquilo, mas no fim acabou ficando como eu planejei desde o princípio, quando compus ela no violão, sentado no chão de casa. Ninguém conhece uma música tanto quanto quem a escreve. Essa foi basicamente um cover da gravação original, e acabou superando a primeira.

9. Por Enquanto Interminável

Mostra minhas influências 'pinkfloydianas', com um sotaque meio blues-meio jazz e um violão de nylon dialogando com a guitarra. O mais engraçado é que esqueci a letra dela e não tinha ela escrita em nenhum lugar. Terminei por escrever uma letra quase toda nova um dia antes de colocar a voz. Depois achei a original no meu quarto quando voltei de viagem, e fiquei muito contente de ver que a nova tinha ficado bem melhor.

10. Minha Linda Amor

A introdução dessa era com o que eu mais me preocupava. Tinha um coisa muito tocante nas mãos e não podia botar tudo a perder e estragá-la. Tínhamos decidido colocar um acordeom em Guerra Fria, e sugeri que colocássemos ele também na tal introdução. O resultado vocês vão ver. Talvez a música mais lânguida e emocionante do disco.

11. Back Home

Minha intenção original era gravar essa com um clima bem despojado, com guitarras meio havaianas, percussão minimalista, um grand finale intimista. O Giulian fez um arranjo orquestral e 'estragou' tudo. Ficou bem melhor do que eu pensava e serve direitinho como um 'até logo, escuta o disco de novo' :).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Harém de guitarras!





Gravamos as guitarras no fim da semana passada, os teclados durante os 3 últimos dias e os vocais começaram hoje. Vão aqui algumas fotos. Prometo escrever os detalhes de tudo quando tiver de volta no Rio.

See you later!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gledson Meira, o monstro






Mais uma vez desculpas pelo delay nas postagens, a internet continua tão acessível quanto os cofres do Swiss Bank.

Quinta passada gravamos as baterias - quer dizer, gravamos é maneira de falar, o Gledson gravou. Pra quem não é do meio e não conhece o cara aconselho dar uma checada no MySpace dele.

Não bastasse ter uma técnica absurda e uma sensibilidade musical desconcertante, ele é uma figura humana incrível. Um monstro.

Hoje o Adriano tá gravando os baixos. Esse é outro do mesmo naipe, fantástico com o baixo e tão bom sem ele. Vão aí algumas fotos de quinta.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ed vs. Internet

Tá dureza conectar aqui. O laptop não vai com a cara de nenhuma rede. Quando acabarem os ensaios e começar a gravação propriamente dita a coisa melhora, devo poder usar a internet do estúdio.

Sábado rolou o primeiro ensaio com a banda. Vou dizer o que? Me senti um anão perto dos caras. São de longe os melhores músicos com quem já tive a chance de tocar. Sem contar o astral lá em cima. Cada dia que passa fico mais otimista, escolhi as pessoas certas pra trabalhar, e a estrutura daqui não deve em nada pros grandes centros. Tenho aqui músicos de primeiro time, um estúdio de ensaio confortável e bem equipado e um estúdio de gravação que é referência no nordeste - e do nível de qualquer outro do Brasil, sem exageros. Fora a cidade, que continua linda, e os amigos.

Essa semana vamo gravar as bases (baixo e bateria) de 6 canções. Semana que vem matamos a cozinha das outras 6 e depois começa a diversão de verdade. Por enquanto só posso dizer que as músicas são ainda melhores do que eu pensava...

P.S.: Se vierem em João Pessoa evitem a combinação TIM + Unibanco + Redeshop + ausência de carro. Eu não evitei, e essa beleza me rendeu 10 kms a pé pra comprar créditos e uma gripe.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tomando corpo

Hoje trabalhamos em 4 canções. As coisas tão tomando corpo e a sensação de que vai dar em coisa boa é muito grande. A definição de estrutura das músicas e os ensaios vão até o fim da semana que vem, daí pra frente o estúdio começa.

See you later!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Jardim das Acácias

Rápido update com o patrocínio da Farmácia Tambiá, dos meus amigos Raul e Fábio. Segunda tive a primeira reunião com o Léo e as coisas começaram a fluir. A partir de amanhã começamos os trabalhos de verdade. A intenção é de entrar em estúdio em uma semana. A boa notícia é que talvez gravemos 12 músicas, ao invés das 10 originais.

Enquanto a ralação não começa vou reencontrando a galera da velha guarda. Sábado show do Prima Facie e aniversário do Antônio. Domingo rolou uma jam session na Mansão Barroso, com o anfitrião Harley e a família, Gizelly, Malu, Yasmin e a futura caçulinha Marina, além do casal que vai pagar minha aliança, Joca e Dani.

Espero postar as primeiras fotos da gravação o quanto antes.

See you later!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nicole


Certa vez o legendário Stevie Ray Vaughan disse, quando perguntado se preferia passar o tempo dele mais com guitarras ou com mulheres:

- Com guitarras, obviamente! Elas gritam pra mim, diferente das mulheres, que gritam comigo...

Tendo a discordar dele - até porque confesso, acho mulher com raiva um tanto quanto sexy. No fim das contas tanto uma guitarra nervosa quanto uma mulher descontrolada precisam da mesma coisa: carinho e atenção.

Conheci Nicole em 2000. Ela chegou atrasada, como não poderia deixar de ser, outro paralelo com as mulheres. Veio num case preto com o nome Fender em vermelho - o mesmo que tenho até hoje, todo enferrujadinho nas juntas. Quando abri dei de cara com ela, linda, vermelha, aquele cheirinho de nova, toda desafinada. O primeiro acorde que toquei foi um Dó maior, parecia uma cascata.

A Nicole tá comigo até hoje, passou um tempo abandonada enquanto eu dava uns pulos por aí, mas aguentou firme e forte. Mês que vem vai dar uns gritos pra mim.

See you later!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Falta pouco!


Última semana de trabalho antes das férias e de... mais trabalho! Hoje bati um papo com meu parceiro Léo Meira, co-produtor da bolacha. A pré-produção tá a todo vapor, tanto lá como cá. Serão 10 ou 11 músicas, sendo que só uma, O Tempo e o Vento, já foi gravada anteriormente, primeiro na época do Prima Facie e depois em um registro meu. Acabei aproveitando também uma boa parte da letra de Tão Mais Fácil, mais uma das antigas, mas em outra melodia completamente diversa. O resto é tudo coisa nova.

Ansioso pra reencontrar a macacada!

See you later!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Primeiro Tudo


Já escrevi um punhado de canções e até gravei algumas, mas nada que refletisse totalmente o que reverbera na minha cabeça - e olha que, apesar do pouco espaço, reverbera um turbilhão aqui dentro...

Fazem uns bons 5 anos que tento transformar esse amontoado de idéias em algo real. Sempre tive esse desejo meio que (ou totalmente) obsessivo de gravar um disco que fosse a minha cara, sem limitações criativas, com atestado de responsabilidade em via única. É meu, elogio ou crítica, seja ela embasada e construtiva ou idiota e depreciativa.

Finalmente chegou a hora de registrar essas paisagens e dar vida e movimento a esses tantos filhos que, fazendo o caminho inverso, criei mas nunca pari. Se vai ser um passaporte pra uma nova vida ou um souvenir de luxo pra dar pros amigos e guardar pros netos não sei ainda. O que importa pra mim é saber que quem escutá-lo vai saber quem eu sou.

Tudo começa em novembro, até lá continuo na labuta esquentando as turbinas.

See you later!