quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nicole


Certa vez o legendário Stevie Ray Vaughan disse, quando perguntado se preferia passar o tempo dele mais com guitarras ou com mulheres:

- Com guitarras, obviamente! Elas gritam pra mim, diferente das mulheres, que gritam comigo...

Tendo a discordar dele - até porque confesso, acho mulher com raiva um tanto quanto sexy. No fim das contas tanto uma guitarra nervosa quanto uma mulher descontrolada precisam da mesma coisa: carinho e atenção.

Conheci Nicole em 2000. Ela chegou atrasada, como não poderia deixar de ser, outro paralelo com as mulheres. Veio num case preto com o nome Fender em vermelho - o mesmo que tenho até hoje, todo enferrujadinho nas juntas. Quando abri dei de cara com ela, linda, vermelha, aquele cheirinho de nova, toda desafinada. O primeiro acorde que toquei foi um Dó maior, parecia uma cascata.

A Nicole tá comigo até hoje, passou um tempo abandonada enquanto eu dava uns pulos por aí, mas aguentou firme e forte. Mês que vem vai dar uns gritos pra mim.

See you later!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Falta pouco!


Última semana de trabalho antes das férias e de... mais trabalho! Hoje bati um papo com meu parceiro Léo Meira, co-produtor da bolacha. A pré-produção tá a todo vapor, tanto lá como cá. Serão 10 ou 11 músicas, sendo que só uma, O Tempo e o Vento, já foi gravada anteriormente, primeiro na época do Prima Facie e depois em um registro meu. Acabei aproveitando também uma boa parte da letra de Tão Mais Fácil, mais uma das antigas, mas em outra melodia completamente diversa. O resto é tudo coisa nova.

Ansioso pra reencontrar a macacada!

See you later!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Primeiro Tudo


Já escrevi um punhado de canções e até gravei algumas, mas nada que refletisse totalmente o que reverbera na minha cabeça - e olha que, apesar do pouco espaço, reverbera um turbilhão aqui dentro...

Fazem uns bons 5 anos que tento transformar esse amontoado de idéias em algo real. Sempre tive esse desejo meio que (ou totalmente) obsessivo de gravar um disco que fosse a minha cara, sem limitações criativas, com atestado de responsabilidade em via única. É meu, elogio ou crítica, seja ela embasada e construtiva ou idiota e depreciativa.

Finalmente chegou a hora de registrar essas paisagens e dar vida e movimento a esses tantos filhos que, fazendo o caminho inverso, criei mas nunca pari. Se vai ser um passaporte pra uma nova vida ou um souvenir de luxo pra dar pros amigos e guardar pros netos não sei ainda. O que importa pra mim é saber que quem escutá-lo vai saber quem eu sou.

Tudo começa em novembro, até lá continuo na labuta esquentando as turbinas.

See you later!