sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lista final das músicas e detalhes


Depois de muitas idas e vindas, dúvidas e certezas (duvidosas) acabei por bater o martelo e defini a ordem das músicas. Tentei criar uma sequência sólida, que não deixasse o clima cair e ao mesmo tempo não isolasse vertentes, deixando o album homogêneo e agradável de se ouvir. Aqui vai a lista, com algumas curiosidades sobre cada música:

1. Billy Nelson

Resolvi abrir com essa porque, apesar dos acordes simples, ela acabou ficando com uma levada malemolente, meio jazzy, com uns riffs de guitarra gostosos e knopflerianos. A princípio ela seria mais rock, mas terminou sendo a que teve os arranjos mais influenciados pelos outros músicos. Como disse o Gledson, 'deixa a pegada Norah Jones!'.

2. É de Longe Que se Vê

Essa quase me levou ao desespero. Queria que ela fosse a mais retona e rock'n roll do cd, mas ela teimava em ficar frouxa. Na noite anterior a última sessão de guitarras tive um estalo e liguei pro Harley, amigão meu e dono de algumas jóias que usei na gravação, pedindo o slide dele emprestado. Abrimos mais dois canais pra uns power-chords de Les Paul e outro pra umas frases de slide criados NA HORA pra intro e... póin! A música brotou!

3. Açucar e Sal

Beatleniana, essa é a música que mais me orgulha. Deus sabe de onde tirei essa combinação louca de notas da introdução. Tudo pareceu entrar na minha cabeça e sair pelos dedos direto pro papel. E quando eu tinha a música e a letra prontas me veio o arranjo de sopetão, de uma só vez. É uma música mediúnica! Influenciada pelos Beatles, tinha que ter um sopro. Eu tinha na cabeça aquelas frases, o timbre, tudo, mas nem sabia que instrumento era aquele. Quando expus as idéias pro Léo ele matou a charada na hora: era uma trompa.

4. Tão Mais Fácil

Eu tinha uma melodia linda mas não achava nada que encaixasse nela. Um belo dia deu na cabeça de ver se a letra de uma música velha minha cabia metricamente nessa harmonia e... voi la!!! Nunca imaginei colocar um solo de guitarra nela, mas quando colocamos o piano, as cordas e os orgãos a música implorou por isso. Primeiro gravei com uma Strato, mas não fiquei satisfeito com o resultado. No dia seguinte pluguei a Les Paul no Fender Deluxe passando pelo TS9 e o timbre surgiu. É o solo mais bonito que já gravei na vida.

5. Faz Tempo

Cópia barata e sem vergonha de Every Breath You Take, do Police:D Brincadeira... Tem uns acordes que nem sabia que conhecia e que nem sei os nomes.

6. Guerra Fria

O que o Mark Knopfler diria se ouvisse essa? 'You bloody lick stealer! Get your own brand, will you?!'. Modéstia a parte eu sei como imitar o tiozão direitinho:)

7. Dez Ondas

Uma das primeiras coisas que escrevi na vida, lá por 1999/2000. Sempre sonhei em gravar essa canção mas ela nunca foi compatível com nenhuma banda que participei. Ficou linda e deu a deixa pra próxima.

8. O Tempo e o Vento

Essa música é um dos meus xodós. Briguei pra gravá-la com minha ex-banda e deixá-la como eu queria. Foi um tal de faz isso, faz aquilo, mas no fim acabou ficando como eu planejei desde o princípio, quando compus ela no violão, sentado no chão de casa. Ninguém conhece uma música tanto quanto quem a escreve. Essa foi basicamente um cover da gravação original, e acabou superando a primeira.

9. Por Enquanto Interminável

Mostra minhas influências 'pinkfloydianas', com um sotaque meio blues-meio jazz e um violão de nylon dialogando com a guitarra. O mais engraçado é que esqueci a letra dela e não tinha ela escrita em nenhum lugar. Terminei por escrever uma letra quase toda nova um dia antes de colocar a voz. Depois achei a original no meu quarto quando voltei de viagem, e fiquei muito contente de ver que a nova tinha ficado bem melhor.

10. Minha Linda Amor

A introdução dessa era com o que eu mais me preocupava. Tinha um coisa muito tocante nas mãos e não podia botar tudo a perder e estragá-la. Tínhamos decidido colocar um acordeom em Guerra Fria, e sugeri que colocássemos ele também na tal introdução. O resultado vocês vão ver. Talvez a música mais lânguida e emocionante do disco.

11. Back Home

Minha intenção original era gravar essa com um clima bem despojado, com guitarras meio havaianas, percussão minimalista, um grand finale intimista. O Giulian fez um arranjo orquestral e 'estragou' tudo. Ficou bem melhor do que eu pensava e serve direitinho como um 'até logo, escuta o disco de novo' :).

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