sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Ciclos do bem


Quando foi a última vez que você enxergou sua vida em ciclos? Daqueles que começam e terminam, sempre com propósitos maiores que, estes sim, só conseguimos enxergar quando um novo ciclo já transcorre fagueiro, às vezes bebê, às vezes adolescente, mas sempre distante do dia em que achávamos que o fim do ciclo anterior era... O fim?

O homem tende a crer que o ciclo de uma borboleta começa quando ela sai do casulo e termina quando ela morre. Mentira. Já parou pra pensar em quantas variáveis convergiram em um só caminho pra que AQUELA borboleta batesse as asas, voasse e caísse, vivesse e morresse? Um ciclo é muito mais que vida e morte, ele se inicia depois de vários fins e gera vários começos.

O que quero dizer com isso é que, no momento da dor, raramente conseguimos entender o propósito dela - e acredite, cada dorzinha tem um propósito oculto. O fim de um ciclo pode te dar a oportunidade de se reaproximar de um velho amigo, de Deus, de descobrir um novo dom ou até mesmo de se descobrir, tempos depois, andando novamente com quem já lhe causou uma grande dor no passado. Não existem fórmulas, regras, não existe certo ou errado, o que existe sempre é o recomeço, porque se você acha que o mundo vai acabar quando a dor é insuportável, esqueça, se fosse assim, se a cada grande dor nós desistíssemos de seguir em frente, o parto não seria sinônimo de nascimento.

O futuro só a Deus pertence, mas a cada segundo ganhamos uma nova chance de fazê-lo mais bonito. Se os caminhos vão convergir pra essa ou aquela borboleta não sabemos, mas tenha certeza de que nada acontece por acaso, e se existem ciclos é porque não existem fins definitivos, apenas recomeços imprevisíveis. Que façamos o melhor proveito deles.

Um Feliz 2012 a todos que acreditam no bem, na honestidade e no amor.

"O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você."

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