quarta-feira, 17 de abril de 2013

Direitos humanos, errados humanos

Direitos humanos. Desculpa perfeita para uns e outros, travestidos de intelectuais donos da verdade, com aquele ar de superioridade que lhes é peculiar, saírem por aí nos tentando fazer engolir essa ideia de que todos merecem tratamento digno e igual.



Boston, 14/04/2013. Que direitos deve ter o sujeito que explode uma bomba no meio de uma centena de pessoas inocentes, algumas são mortas, outras mutiladas, tudo sob o pretexto de uma causa divina e uma pretensa salvação prometida por um deus que não é nosso? Por mim nenhuns. Hipocrisia imbecil e retrógrada essa de que os direitos têm que ser iguais para todo mundo. Eu não quero os mesmos direitos desse doente mental. Quero ter o direito de andar despreocupado por aí, livre do perigo de explodirem minha cabeça ou arrancarem minha canela fora. E não quero que ele tenha esse mesmo direito, não depois do que fez.

Nós, seres humanos, não somos todos iguais – e não estou falando de raça ou opção sexual. Para alguns não existe recuperação. Como avaliar o comportamento de um pedófilo se ele, enclausurado, está privado daquilo que dispara seu desvio? Os direitos humanos, por sua vez, consideram justo devolver o criminoso à sociedade, colocando em risco o bem estar de milhares em prol da improvável regeneração de um psicopata incurável. Será que esse mesmo ativista seria tão crédulo e parcimonioso se soubesse que o tal pedófilo reintroduzido mora a dois quarteirões da escola onde os filhos dele estudam? É o demagogo que repudia o serviço de inteligência americano que (alguém duvida?) vai apagar vários dos terroristas responsáveis pelo atentado de Boston durante a busca e captura, o mesmo que pediria a pena de morte aos capturados com vida caso fosse pai da criança de oito anos assassinada ou dos dois irmãos que perderam as pernas. Nada dói até que lhe doa.

Os direitos humanos têm origem em conceitos religiosos, da ideia de que os direitos são universais e naturais. A pergunta é: como convergir religião e justiça dos homens sendo tão diferentes as religiões, as justiças e os... homens? Uns matam por fé, outros perdoam por fé, uns condenam criminosos à morte, outros condenam inocentes à morte soltando criminosos. Na teoria lindo, na prática um desastre. Que um dia percebam isso, como podemos ser todos iguais perante Deus se cada um de nós tem um deus diferente?

Enquanto os ditos direitos humanos forem isso, uma utopia baseada em conceitos falidos e que serve mais pra proteger o que fere do que o que foi ferido, o mundo continuará presenciando essa escalada irracional de selvageria. É o contrassenso do bom que opera em favor do mal: os direitos humanos contra os humanos direitos.

Resumindo, sem purpurina, bandido não deve ter direito, não deve ter família, não deve ter pátria. Lugar de vagabundo é na cadeia, longe da sociedade que não soube respeitar.